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 Travestismo e Vida de Casal

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AutorMensagem
DanyM
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MensagemAssunto: Travestismo e Vida de Casal   Qua 24 Jul 2013, 10:20

Dentro do seu relacionamento matrimonial, a maioria dos casais acaba colocando, num único bolo, questões que deveriam ser tratadas de maneira inteiramente distinta e isolada. Por atraso cultural, preconceito ou simples desinformação dos cônjuges, casamento e travestismo, que jamais poderão ser consideradas como coisas necessariamente incompatíveis, acabam se transformando em divergências irreconciliáveis.

Para que é que eu me uno e me mantenho ligado a outra pessoa através dos chamados ‘laços do matrimônio?”. É para ter filhos? É para ter e fazer sexo seguro? É para garantir e aumentar o meu patrimônio? É para ter uma “fachada social aceitável”? É para ter a presença física de alguém ao meu lado, na saúde e na doença, na alegria e na dor, até que a morte nos separe? É para ser feliz? Casamento para mim é, antes de mais nada, confiança, cumplicidade, amizade, carinho e suporte mútuo.

Que a gente não se iluda: – nenhum dos objetivos acima depende do casamento para ser atendido, sendo que muitos deles, particularmente o último – ser feliz – costuma até mesmo encontrar no casamento não um aliado, mas um dos seus piores empecilhos.

Um relacionamento íntimo, para se sustentar, depende de variáveis bem mais sólidas e importantes do que vestuário e maneirismos. Coisas como amor incondicional, confiança, diálogo, cumplicidade e aceitação mútua. Se a roupa que eu gosto de usar é quem determina o sucesso ou o fracasso do meu casamento, sem dúvida alguma eu já estou vivendo numa relação inteiramente superficial com a outra pessoa.

Não considero hipóteses saudáveis essas de “engolir” e resignar-se com a oposição ou resistência da mulher, recalcando o desejo simplesmente para fazer as vontades dela. É bom que ela saiba que eu também tenho vontades, que eu também sou feito de carne e osso e que somente eu posso fazer alguma coisa no sentido de atender os meus desejos. Mas também não considero nada saudável praticar crossdressing escondido da esposa, como se estivéssemos fazendo algo fora da lei. Inventar desculpas, mentir descaradamente, ocultar, negar, é sempre uma faca de inúmeros gumes, todos absolutamente mortais.

A única solução (pra tudo nesse mundo, aliás) é o diálogo, a clareza, a exposição da verdade pura e simples, duela a quién duela, como dizia o Collor. O lugar das cartas é na mesa, não na manga. Nhen-nhen-nhén não leva a parte nenhuma. E indiretas, piorou. Aliás, quando a confiança já anda à beira do abismo, a falta da objetividade na conversa pode gerar dúvidas e suspeitas ainda maiores.

É um equívoco de inúmeros travestistas casados achar que devem fazer a cabeça da mulher para que ela aceite o seu cdssing. Não é da nossa competência – como também não é um procedimento sadio ou democrático – querer manipular a relação a fim de que a esposa acabe nos aceitando como travecas part-time.

Da mesma forma que é uma miopia a gente nunca se perguntar, com realismo e determinação, pra que é que a gente continua casado com uma mulher que não está nem aí para pelo menos tentar compreender o que se passa com o seu marido. Será que vale a pena sustentar uma “fachada social” ao lado de alguém que não está nem aí pra gente? Que tem muito mais medo do que é que os outros vão pensar do que disposição em nos ajudar a pensar no que fazer para lidar com essa compulsão de se travestir?

Sou travestista (crossdresser), heterossexual, estou casada há “trocentos” anos e o meu relacionamento com minha mulher vai de vento em popa, cada vez melhor em todos os aspectos, inclusive e principalmente no aspecto sexual.

Embora a fortíssima pressão sócio-cultural para que eu e minha mulher entrássemos em incontornáveis atritos e disputas por causa do meu travestismo, temos conseguido nos manter suficientemente lúcidos para não confundirmos relação matrimonial com pura e simples adoção desses hipócritas “padrões de conduta” amplamente aceitos pela sociedade decadente em que vivemos.

O que sustenta uma relação verdadeira entre duas pessoas é amor. Amor é cego e, portanto, nunca verá a roupa que o outro está vestindo…

Em último lugar, um recado para esse monte de meninas que dizem que suas esposas são o grande impedimento delas praticarem crossdressing: – parem de usar a resistência das suas esposas como argumentos para jamais deixarem seus armários! Na verdade, é capaz que vocês até estejam cultivando essa resistência por parte delas pois, assim, jamais terão o trabalho de enfrentar seus próprios medos e auto-bloqueios.

Uma coisa é certa: se eu me sentisse impedido de me abrir e me expressar como eu sou com a pessoa com quem eu durmo, eu já teria ido dormir sozinho há muito tempo! Como diz o ditado, antes sozinho do que mal acompanhado.

Letícia Lanz
08-09-2008

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Danielly M. Kreuk
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