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 Resumo simplificado sobre Crossdressing (por Leticia Lanz)

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AutorMensagem
DanyM
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MensagemAssunto: Resumo simplificado sobre Crossdressing (por Leticia Lanz)   Qua 10 Jul 2013, 10:39

1. O que é travestismo/crossdressing


Chama-se travestismo ou [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] a prática habitual de uma pessoa vestir-se com roupas socialmente consignadas ao gênero oposto ao dela (p. ex.: um homem vestir-se de mulher).



• Devido à total liberalidade hoje existente no vestuário da mulher, o travestismo ou crossdressing tornou-se basicamente uma atividade masculina.

• Os homens podem travestir-se por inúmeras razões, total ou apenas parcialmente, em tempo integral ou só de vez em quando.



• Primariamente, o travestismo/crossdressing é uma atividade solitária, que um homem pratica de modo totalmente secreto e isolado das outras pessoas. De uns tempos para cá, com as crescentes conquistas no campo dos direitos humanos e a maior aceitação social das diferenças individuais, tornou-se bastante comum a prática do travestismo se estender à privacidade do lar, inclusive com o conhecimento e consentimento da esposa no caso de crossdressers casados.


• Tanto o travestismo/crossdressing quanto a transexualidade são considerados Distúrbios de Identidade de Gênero. A diferença é que travestis/crossdressers sentem-se basicamente confortáveis e identificados com o seu aparelho genital, ao passo que as transexuais, vivem em permanente conflito com seus órgãos masculinos.


• Travestis/crossdressers vivenciam tão somente algum distúrbio com relação ao seu gênero, com graus variados de inadaptação, temporária ou definitiva, aos papéis sociais a ele associados. No caso das transexuais, o distúrbio de identidade de gênero se desenvolve em virtude de um distúrbio de identidade de sexo, com raízes profundas na sua própria anatomia.


• Travestis/crossdressers não são transexuais, embora toda transexual possa ser considerada travesti/crossdresser, em virtude de fazer uso de vestuário feminino. A diferença é que, para travestis/crossdressers o vestuário feminino é uma forma de representação de gênero, enquanto para transexuais é o único tipo de vestuário que faz sentido, uma vez que se sentem integralmente mulheres.


• Travestis/crossdressers não são “drag-queens”, categoria de pessoas essencialmente homossexuais que se vestem de mulher de modo exagerado e teatral, apresentando shows e divertindo o público em boites GLS.


• Crossdressers buscam representar a figura da mulher de maneira esmerada, sem exageros teatrais e com todos os requintes possíveis, tentando incorporar e expressar a feminilidade com o máximo de fidelidade. Esse é o aspecto que talvez mais diferencie os crossdressers dos outros grupos aqui descritos, uma vez que travestis se vestem de maneira extravagante e voluptuosa, com objetivo primordial de despertar o apetite sexual dos homens.


• Travestis/crossdressers não são fetichistas. Ao contrário do travestismo, classificado como distúrbio de gênero, o fetichismo é um uma forma de expressão sexual dita desviada (uma "parafilia") em que o protagonista não dirige o seu impulso sexual para pessoas, mas para peças específicas do vestuário feminino, como calcinhas ou sapatos de salto.


2. Causas do travestismo/crossdressing


• Os especialistas e pesquisadores sobre questões de gênero concordam que o travestismo é um fenômeno multi-causal – determinado por uma confluência de variáveis sociais, psicológicas e biológicas.


• Recentemente buscou-se agrupar todos os múltiplos fatores e manifestações envolvendo travestismo dentro de um mesmo fenômeno sociocultural que passou a ser conhecido como transgeneridade. 


• Até hoje não foi descoberta nenhuma causa bioquímica ou biogenética para o travestismo/crossdressing.


• Estudos já demonstraram que a identidade de gênero, à qual o crossdressing está umbilicalmente relacionado, é profundamente influenciada pelo modelo de socialização/educação recebido pela criança, e geralmente se fixa em torno dos 6/7 anos de idade.


• Ao contrário do que predomina como senso comum, o travestismo/crossdressing não tem nenhuma relação com orientação sexual. Dentro do grupo de crossdressers, os percentuais de incidência de orientação sexual hetero, homo, bi e assexual são os mesmos da população em geral. 


1. Dados Estatísticos e Estimativas


• Estima-se que 1 em cada 10 homens (10% da população) se traveste ou vai se travestir em algum momento da sua vida. Esse número seria seguramente muito maior se não fossem os inúmeros bloqueios e interdições sociais quanto ao uso de vestuário feminino pelo homem em nossa sociedade.


• Estatísticas pessimistas reportam que pelo menos 1% da população das grandes cidades pratique regularmente alguma forma de crossdressing. Estatísticas muito otimistas falam de um percentual acima de 5%.


2. Idade de Manifestação e Evolução Prevista


• Não existe uma idade exata para a tendência ao crossdressing se manifestar. Invariavelmente, travestis/crossdressers reportam que começaram a se travestir ainda na infância, bem antes da sua chegada à puberdade. A maioria das CDs/TVs recordam que as suas primeiras manifestações ocorreram entre os 6 e 8 anos de idade. 


• Da descoberta até o engajamento satisfatório ao crossdressing geralmente são percorridas 6 fases bem distintas, denominadas de Dúvida, Negação, Expressão, Culpa, Expiação e Aceitação. O tempo de duração de cada uma dessas fases, que não acontecem necessariamente nessa ordem e podem sofrer recidivas, é altamente individual, podendo durar de algumas horas à vida inteira.


• É altamente provável que, uma vez manifesto, o travestismo se torne um comportamento irreversível na vida do indivíduo. 


• A necessidade de se travestir progride e se modifica ao longo da vida de uma CD, acompanhando o ritmo das suas próprias conquistas. Para a maioria das CDs, a necessidade de se travestir e de se aperfeiçoar cresce e evolui e se modifica a cada nova montagem.

• Algumas CDs se montaram pela primeira vez depois dos 60 anos de idade.  

• Algumas CDs podem descobrir que são, na verdade, transexuais.


• O fato de algumas CDs se tornarem travestis ou se descobrirem transexuais, não significa que o crossdressing seja, automaticamente, uma porta de entrada que vai dar fatalmente na cirurgia de reaparelhamento genital.  

• A maioria dos crossdressers não se hormoniza, nem aspira realizar CRS ou qualquer outro tipo de cirurgia. 


• Algumas CDs apresentam estados de intensa ansiedade a partir de um desejo de adquirir características femininas secundárias, como seios e ausência de pelos faciais ou corporais. Nesse caso, pode ser até clinicamente recomendável que se submetam a uma feminização parcial, mediante hormonização, sob orientação médica, para aumento de seios e melhor definição de formas, laser ou eletrólise para remoção de pelos e/ou pequenas cirurgias faciais.


• Travestis/crossdressers podem passar longos períodos de abstinência, conhecidos como “purges” (geralmente iniciados com algum trauma e o conseqüente descarte de todos os objetos e vestes femininas). Da mesma forma, a reativação desse comportamento, momento que é chamado de “urge”, pode ocorrer igualmente em função de algum trauma, stress ou crise pessoal intensa. 
 
3. Crossdressing e Saúde Física e Mental


• Crossdressing é perfeitamente normal e aceitável, tanto do ponto de vista legal, quanto do ponto de vista clínico.
 
• Quando praticado no seu estado natural, isto é, como expressão da parte feminina de um homem, o crossdressing NÃO É uma condição patológica (doença), como tampouco requer qualquer tipo de tratamento 


• A ajuda psicoterapêutica a um crossdresser deve ser dada unicamente para ajudá-lo a reconhecer e aceitar sua condição sem maiores conflitos e com o máximo de conforto e dignidade. 

• A única forma de crossdressing considerada como distúrbio de sexualidade é o chamadotravestismo fetichista, manifestação compulsiva associada à prática de uma

sexualidade desviada, incluído no capítulo das chamadas "parafilias" (DSM-IV e CID-10)


• A auto-repressão (ou a repressão externa) ao desejo de se travestir pode causar SÉRIOS DANOS À SAÚDE FÍSICA E MENTAL DE UMA CD, tendo sido já reportados desde hipertensão e gastrite até paralisias físicas e danos neurológicos de maior vulto em função de bloqueios sofridos.

• Ao contrário, na medida em que uma CD regulariza e rotiniza suas práticas, reporta instantaneamente sensíveis melhoria do seu quadro de saúde física e mental.   



4. Crossdressing, Lei e Sociedade

• A prática do Crossdressing é perfeitamente legal. Apresentar-se em público com vestuário do gênero oposto não fere nenhuma lei ou dispositivo legal, além do que a própria Constituição Brasileira assegura a cada cidadão o pleno direito à livre expressão. 

• A falta máxima que alguém comete por se vestir de mulher é divergir do comportamento da maioria, por não seguir costumes e tradições ancestrais. Em outras palavras, a infração é de natureza cultural, não de natureza legal.

• Embora totalmente inofensivo, e apesar de todos os avanços sociais dos últimos tempos,ainda paira sobre o crossdressing/travestismo um grande estigma.



• Essa forte repulsa social resulta da estreita e rígida divisão da população de homens e mulheres em dois gêneros “oficiais”, masculino e feminino, enquadramento realizado no momento em que o indivíduo nasce, exclusivamente em função do órgão genital que traz entre as pernas, como se o pênis ou a vagina pudessem determinar todo o destino de uma pessoa nesse mundo. E não podem.


• Uma outra causa dessa repulsa, também vinculada à estreita divisão de gêneros, é a condenação histórica do travestismo, de natureza religiosa e sectária, que obriga o homem a abster de vestir-se e/ou comportar-se como a mulher. 

• Não é ilegal usar toiletes do gênero oposto quando en femme, sendo, inclusive, mais seguro do que usar o banheiro masculino. Entretanto, alguma reclamação por parte de mulheres GG pode levar o CD a ser advertido ou até mesmo processado por comportamento abusivo ou atentado ao pudor. 


É perfeitamente legal requisitar atendimento em uma loja qualquer de roupas, calçados e acessórios femininos. Qualquer forma de constrangimento é passível de configurar discriminação, sujeitando os infratores às penas da lei. 


5. Vida social das CDs

• A maioria dos crossdressers são pessoas com uma profissão definida, emprego regular e vivendo uma vida produtiva e bem integrada na sociedade.



• A maioria dos crossdressers se casam e se tornam excelentes pais de família. Os casamentos podem sobreviver perfeitamente (e até melhorarem) com a revelação da transgeneridade do marido.


• A maioria das CDs não têm nenhum tipo de relacionamento ou de participação socialen femme. Por medo das represálias resultantes da repulsa social ao travestismo,montam-se totalmente em segredo, permanecendo no armário durante toda sua vida, sem jamais revelar essa sua condição a quem quer que seja.

• Algumas se arriscam a sair montadas, fazendo isso em geral à noite, para dar voltas numa quadra (bem deserta e distante de onde moram) ou, no máximo, para ir a algum bar GLS.

• Algumas saem “à luz do dia”, para fazer compras, encontrar-se com amigas, etc.

• Quanto maior a necessidade de sair, maior o desejo de “passar” em público como sendo do gênero oposto.


• A grande abertura proporcionada pela internet permitiu a formação de grupos de travestistas/crossdressers que se encontram regularmente.
 
• Tais grupos incentivam e encorajam relações sociais entre seus membros, inclusive com a adoção de nomes específicos associados e do uso de vestuário completo associado ao gênero feminino. Graças à Internet, um número crescente se comunica “on” e “off” line, vai a clubes, encontros e participa de grupos de apoio e suporte. No Brasil (e também na América Latina e em língua portuguesa), tal qual o nosso grupo Crossdressing Place, dentre outros.


• Já existem inúmeras lojas e serviços especializados em atenderem o público transgênero, particularmente travestistas/crossdressers.
6. Orientação Sexual de Crossdressers

• Crossdresser não é um homossexual que se veste de mulher, como reza a mais comum - e mais falsa - de todas as crenças populares a respeito do travestismo masculino. 

• A maioria dos crossdressers não se traveste visando ter relações sexuais.


• A incidência de orientação estritamente homossexual no meio crossdresser apresenta os mesmos valores e proporções verificados na população em geral, de indivíduos que não se travestem.

• A maioria das CDs possui orientação hetero ou bissexual.

• Alguns são “pansexuais”.

• Alguns são completamente neutros ou abstêmicos de qualquer preferência ou manifestação sexual.

• Alguns se consideram lésbicas quando estão "en femme".


7. Crossdressers casados


• 8 em cada 10 CDs (80%) se casam, tornando-se excelentes maridos e pais de família.


• 65% dos CDs casados jamais revelam sua condição transgênera para as esposas, ou seja, apenas 35% das esposas de crossdressers têm conhecimento da transgeneridade dos seus maridos. 

• A razão dos maridos CDs não se revelarem às suas cônjuges é o medo natural que têm do repúdio, da crítica mortífera, do abandono e da separação. Mais uma vez, paira aqui o enorme estigma sobre homens se vestirem ou se comportarem de acordo com padrões de vestuário e padrões de atitudes culturalmente ainda tidos como exclusivos de mulheres.


• A não-revelação às esposas (assim como a revelação seguida de severas críticas e repúdio), pode levar o marido a buscar práticas inseguras, imiscuindo-se em ambientes degradados e expondo-se a muitas formas de promiscuidade. 
 
• 10% das esposas de CDs sabem, aceitam, participam e apóiam em algum grau o  crossdressing dos seus maridos. Esse número seria bem maior se a educação das mulheres não fosse igualmente vítima de uma visão patriarcal e machista de como os homens devem ser.  



• CDs, quando aceitos pelas esposas, são capazes de se revelar amantes excepcionais, proporcionando relações sexuais incrivelmente prazerosas às suas parceiras. 


• Ao contrário do que costumava acontecer há vinte anos, grande parte das mulheres, inclusive as casadas, já não resistem nem se ressentem quando descobrem que seus namorados e maridos são crossdressers. Muitas, inclusive, passam a colaborar intensamente com eles - são conhecidas como S/Os.


• Muitas esposas/namoradas reportam uma melhoria substancial tanto na intimidade, na cumplicidade e na própria vida sexual do casal.

_________________
Danielly M. Kreuk
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Última edição por DanyM em Qua 17 Jul 2013, 07:44, editado 1 vez(es)
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Sttefanne Camp
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MensagemAssunto: Re: Resumo simplificado sobre Crossdressing (por Leticia Lanz)   Ter 16 Jul 2013, 15:17

Ótimo esse artigo da Letícia Lanz...
Principalmente em relação ao início, vida social e das casadas.. tem tudo a ver conosco...

Tempos atrás, ela me comentou da necessidade crescente de que vários desses conceitos haviam necessidade de serem divulgados.
Para quem tiver a oportunidade de ir à Curitiba, tentem contactá-la, pois a Letícia é uma excelente pessoa...

_________________
Beijos
Sttefanne
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Resumo simplificado sobre Crossdressing (por Leticia Lanz)
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