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 Do fetichismo

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DanyM
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MensagemAssunto: Do fetichismo   Qua 10 Jul 2013, 03:14

Guia do Sexo
Retirado do site UOL / Guia do Sexo em 30/09/2002


Do fetichismo
O fetichismo caracteriza-se por impulsos sexuais e fantasias sexualmente excitantes, envolvendo o uso de objetos inanimados (comumente calcinhas, soutiens, meias, sapatos, botas) ou parte do corpo (seios, nádegas, cabelos, pés) ou ainda algum outro objeto aparentemente sem conotação sexual, ao longo de um período mínimo de 6 meses. O prazer máximo não pode ser obtido pela união dos genitais; dessa forma, o orgasmo só pode ser obtido com outros objetos sexuais; no caso, com objetos inanimados. Essas condições assumem um caráter exclusivo, não dando espaço para nenhum outro modo de satisfação, a ponto de em sua ausência o indivíduo poder apresentar disfunção sexual; conseqüentemente, causam sofrimento significativo e/ou prejuízo social ou ocupacional ou ainda, em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Se o objeto em questão for genitalmente estimulante, como por exemplo, um vibrador, o diagnóstico não procede. É predominantemente masculino, manifestando-se antes dos 18 anos e atingindo seu auge entre 15 e 25 anos. Mesmo tendendo a ser crônico e vitalício, as fantasias e a freqüência dos comportamentos diminuem.


O fetichista se masturba enquanto segura, esfrega ou cheira o objeto-fetiche, podendo solicitar ao parceiro que o use nos encontros sexuais. Alguns fetichistas escolhem objetos ocos nos quais introduzem os dedos ou coisas que significam pênis, quando não o mesmo. Há ainda fetichistas que são colecionadores e outros cujo fator decisivo na eleição de um objeto em particular é o cheiro.


Existe também o transvestismo fetichista (ou fetichismo com transvestismo ou ainda fetichismo transvéstico), que consiste na utilização fantasiosa ou real de peças do vestuário feminino. Mais uma vez, isto se dá por parte de homens heterossexuais, no intuito de obter prazer sexual, mantendo o restante dos critérios diagnósticos anteriormente citados. Quando transvestido, o indivíduo se masturba e imagina-se tanto como sujeito masculino como objeto feminino de sua fantasia sexual, atraindo outros homens. Quando não está transvestido, costuma ser impecavelmente masculino e, embora sua preferência básica seja heterossexual, ele tende a ter poucas parceiras, podendo ter se envolvido em atos homossexuais ocasionais, com a presença ou não do masoquismo sexual associado.


Esse transtorno diferencia-se do fetichismo simples, uma vez que os artigos de vestimenta fetichistas são usados também para criar a aparência de uma pessoa do sexo oposto. No fetichismo, o foco da excitação sexual é a própria peça de vestuário; no fetichismo transvéstico, a excitação sexual vem do ato de vestir as roupas do sexo oposto.


Em geral o transtorno começa com o uso de roupas femininas na infância e no início da adolescência. Num pequeno número de casos pode surgir uma disforia quanto ao gênero, especialmente numa situação de estressePodem ainda aparecer sintomas de depressão que se tornam parte fixa do quadro clínico, acompanhados pelo desejo de se vestir e viver permanentemente como uma mulher. A busca pela reatribuição sexual se dá, então, por meio de hormônios ou cirurgia. Indivíduos com este transtorno costumam apresentar a história comum de terem sofrido um tipo de punição infantil, quando eram vestidos com roupas de menina.


O transvestismo fetichista também se distingue do transvestismo transexual, visto o forte desejo de tirar a roupa assim que o orgasmo ocorre e a excitação sexual declina. Entretanto, histórias de transvestismo fetichista são comuns nos relatos de transexuais, como uma fase precoce e provável estágio no desenvolvimento do transexualismo.


As causas deste transtorno podem ser compreendidas sob diversas abordagens. Segundo a teoria psicanalítica, a resolução da já famosa crise edipiana conduz o indivíduo a uma vida sexual, profissional e social não entravada por inibições, problemas ou conflitos graves. Se isto não for possível, o indivíduo se orientará para soluções limitadoras ou até sofridas, seja no modo de pensar ou se comportar. Como esse processo vai evoluindo mediante as vivências de cada um, a solução adotada depende dessa mesma história anterior até então e, da maneira como cada um foi por ela atingido.


A fantasia específica do fetichismo é a negação da castração, a negação de que a mãe não tem pênis. Isso se daria quando o menino observasse a mãe despida e, incapaz de lidar com esta visão, porque isso implica que ele também poderia ficar sem pênis, escolhesse como fetiche o pé, a roupa íntima, porque aí se "cristalizou" o último instante, o último momento em que a mãe poderia ser considerada como possuidora de pênis, como fálica. A teoria elaborada pela psicanálise é muito mais complexa e completa, mas vale ressaltar que toda essa elaboração é inconsciente. Também em linhas gerais, as mulheres não necessitariam exteriorizar uma sexualidade perversa já que têm a oportunidades de satisfazer seus impulsos pré-genitais com seus filhos.


Para outras teorias, a causa se deve ao condicionamento infantil, dado pela importância da primeira experiência, a convivência com parafílicos, os meios de comunicação e a lembrança de fatos também emocionalmente importantes. Já a teoria do aprendizado preconiza que essas fantasias iniciam-se muito cedo, mas como são extremamente íntimas, não são reveladas; caso contrário poderiam ser inibidas. Algumas investigações "orgânicas" têm sido feitas, mas como os dados ainda são inconclusivos, o que prevalecem são os fatores experimentais e psicológicos.


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NETO, M. R. L.; MOTTA, T.; WANG, Y.; ELKIS, H. (orgs.) – Psiquiatria Básica. Porto Alegre, Artes Médicas, 1995. 

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Danielly M. Kreuk
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