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 O fator 'trans' na vida profissional

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stefanyemian
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MensagemAssunto: O fator 'trans' na vida profissional   Seg 13 Fev 2017, 13:31

O fator 'trans' na vida profissional


Aos poucos, transição de gênero deixa de ser tabu em grandes empresas


Fernando Rafael não tinha nem dez anos quando mencionou pela
primeira vez aos pais que queria trocar de sexo. Na tradicional família de
descendentes de japoneses, a notícia foi mal recebida. Um dos argumentos, lembra
hoje Maria Fernanda Hashimoto, de 23 anos, foi econômico. Aos gritos, o pai
proclamou: “Você quer virar prostituta, é isso?”.
A visão de que a transexualidade pode ser um entrave para a vida profissional não é,
no entanto, descolada da realidade. Quem trabalha com o tema diz que a questão é
grave. “Na GE, tivemos há dois anos o primeiro caso de um profissional fazendo a
transição de gênero, em uma empresa de milhares de funcionários”, diz Bruno Eller
Pitzer, gerente de recursos humanos da GE Oil & Gas. “Isso acontece porque os
transexuais não conseguem chegar a uma multinacional. Muitos são expulsos de
casa e acabam marginalizados, o que limita a escolha profissional.”
Contrariando a profecia paterna, no entanto, Maria Fernanda tornou-se
justamente o primeiro profissional a fazer a transição de gênero dentro da multinacional
americana. Ainda estagiário e identificando-se como Fernando, ganhou um prêmio
interno da GE de processos administrativos. Mesmo assim, não se sentia feliz.
“Quando não aguentei mais e falei com meu gestor, estava pronta para jogar tudo
para o alto.”
Foto: GABRIELA BILÓ | ESTADÃO
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Maria Fernanda fez transição de gênero quando atuava na GE
Não foi preciso. Embora a transição de gênero fosse novidade, o grupo de direitos
LGBT da GE estava solidificado. Por isso, foi montada uma força tarefa
para o caso que envolveu o departamento em que Fernanda trabalhava, o jurídico e o RH.
Depois de um período de três meses de licença, a equipe que havia conhecido
Fernando Rafael acolheu Maria Fernanda.
“A Fernanda, sem dúvida, é um caso privilegiado e não reflete a média do Brasil”,
diz Pitzer, da GE. Só em plásticas, o gasto da transição foi de R$ 120 mil. Para pagar
a conta, Fernanda vendeu um apartamento que ganhou dos pais. “É muito mais
fácil fazer a transição com dinheiro, sem dúvida.”
A prova de que a mudança de gênero poderia ser separada da ascensão profissional
veio quando, em um processo seletivo, Fernanda foi contratada pela BD,
concorrente da GE, para ganhar o dobro do salário. No novo emprego, pela primeira
vez, Fernanda se apresentou a novas pessoas no feminino, como sentiu que sempre
deveria ter sido.

Transição

Acostumado ao silêncio sobre sua atração por mulheres no local de
trabalho – “embora fosse muito óbvio desde sempre” –, Gustavo Gonzalez Prates só
se descobriu transgênero há um ano, quando trabalhava havia quase dois anos
dentro da multinacional americana IBM. “Foi uma colega de empresa que disse:
‘Você tem certeza de que não é transgênero?’ Isso me fez pensar no assunto.”
Foto: Acervo pessoal
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Gustavo trabalha na IBM

Quando decidiu que a resposta era sim, velhas apreensões voltaram à tona. Fazer
uma transição silenciosa é difícil, já que a ideia é, justamente, que a mudança seja
perceptível. “Fui conversar preparado para ter de ‘me virar’, achar outro emprego”,
diz Gustavo, de 26 anos.
O analista de contratos acabou recebendo não só apoio, mas também
acompanhamento da IBM. Para ele, a transição ainda é um caminho a ser
percorrido, pois o tratamento hormonal está em fase inicial. Até agora, a principal
mudança foi a liberdade de viver no masculino. “Na primeira sessão com a
psicóloga, eu entendi: não tenho de explicar por que eu me sinto homem. Porque eu
simplesmente sou homem.”

'Todos os dias dou minha cara a tapa'

Marcelle Miguel, de 44 anos, sente na pele as dificuldades que um profissional
transexual pode enfrentar



Marcelle não esconde sua condição de mulher trans. Pelo contrário: todos os dias,
opera um caixa na movimentada loja do Carrefour no Shopping Eldorado, em São
Paulo. Atende milhares de clientes por semana. Nos últimos dois anos, se expôs a
julgamentos, palavras de apoio e alguns confrontos. Hoje, está preparada para
qualquer reação: “Todos os dias eu dou a minha cara a tapa”.

Identificando-se

Como mulher trans há cerca de duas décadas, Marcelle Miguel, de
44 anos, sentiu na pele as dificuldades que um profissional transexual pode
enfrentar. Antes técnica em eletrônica, Marcelle trabalhou em grandes empresas de
tecnologia, mas acabou desempregada e sem dinheiro.
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Sem apoio da família, com a qual rompeu após a morte dos pais, acabou resgatando
a autoestima ao voltar a estudar no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
(Senac) para tentar uma recolocação na rede de varejo francesa. “Mudei a minha
história. Eu sou uma filha de Deus, estou aqui me esforçando, tentando mostrar que
pessoas são pessoas. Quero que o desconhecido se torne conhecido.”
Busca. O programa de contratação de transexuais existe no Carrefour há quase
cinco anos. Coordenador do Fórum das Empresas e Direitos LGBT, Reinaldo
Bulgarelli diz que a companhia busca ativamente trazer esse grupo marginalizado
para o mercado de trabalho. Assim, pelo menos algumas dessas pessoas conseguem
evitar ser empurradas para atividades como a prostituição.
De acordo com Paulo Pianez, diretor de responsabilidade social da varejista, a
escolha do trabalho com o público trans se deu justamente por causa da carga maior
de preconceito que ele enfrenta. Hoje, são cerca de 20 profissionais transexuais
atuando na varejista, tanto em funções administrativas quanto no atendimento em
loja.
A visibilidade, embora carregada de dificuldades, é vital, na visão de Marcelle.

“Quero que essa minha atitude individual vire uma mudança coletiva sobre o
transexual.”



Site da Reportagem Original, indicado pela Akai San:
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